Candidíase vaginal: o que é, quais são os sintomas e como tratar?

A candidíase vaginal é uma doença que afetou, afeta ou afetará 3 em cada 4 mulheres do planeta. Os dados alarmantes sobre a infecção – provocada por fungos do gênero Candida – contribuem para que a vulvovaginite por cândida ou candidíase vaginal seja uma das 5 principais doenças ginecológicas da atualidade.

A Candida, mais comumente da espécie Candida albicans, é um microrganismo oportunista, ou seja, existe naturalmente no organismo humano de forma assintomática.

Em situações de fragilidade do sistema imunológico, porém, o fungo pode se proliferar causando a inflamação da vulva e da vagina. Coceira, ardência ao urinar ou dor durante o ato sexual são alguns sintomas comuns da candidíase.

Mas, sendo esses indícios possíveis sinais de diversas outras patologias, o diagnóstico da doença nem sempre é simples.

Causas e sintomas da candidíase vaginal

Normalmente presentes na flora intestinal, os fungos do gênero Candida, em uma situação regular, estão em equilíbrio e não afetam a saúde da mulher. Nosso organismo já oferece proteções naturais contra a espécie, regulando sua presença no corpo.

Algumas situações, porém, criam brechas para a proliferação da Candida na região vaginal, causando a candidíase. Na maior parte dos casos a infecção ocorre quando a flora bacteriana, o pH ou o sistema imunológico da paciente – os principais mecanismos de defesa – estão irregulares.

Como identificar a candidíase vaginal

O diagnóstico preciso da infecção só pode ser realizado por meio de exame médico. Contudo, alguns sintomas mais específicos podem levantar à suspeita de candidíase, sendo razões suficientes para procurar um ginecologista. Entre eles, podemos destacar:

  • Corrimento: geralmente é esbranquiçado e apresenta aspecto leitoso, porém espesso (como coalhada).
  • Vermelhidão: além de vermelhidão, a vagina pode ainda apresentar inchaço.
  • Coceira Intensa: principal sintoma da candidíase. A coceira intensa na região da vulva pode provocar até mesmo a descamação da pele ao redor da vagina.
  • Ardência: a infecção pode provocar ardência ao urinar ou dor durante o ato sexual.

Não raramente outras doenças e infecções são confundidas com a candidíase vaginal, por seus sintomas serem, como já foi dito, comuns a outras patologias. De qualquer forma, deve-se procurar ajuda médica para a definição do quadro.

Tratamento

Confirmando-se o diagnóstico da candidíase, existem duas possibilidades mais comuns de tratamento: o tópico e o por via oral.

O tratamento tópico é aquele baseado em cremes e pomadas específicos, de aplicação vaginal. Tais pomadas são bastante comuns e pode-se recomendar a aplicação por até 15 dias.

O tratamento oral é mais indicado em casos recorrentes ou de difícil controle. É um tratamento mais breve, alguns medicamentos só precisam de uma dosagem, mas um pouco mais agressivo ao organismo.

É importante ressaltar que a automedicação nunca deve ser realizada, especialmente em caso de uma doença como a candidíase, que apresenta sintomas tão genéricos.

Candidíase vaginal recorrente

Em algumas situações, a recorrência da candidíase pode estar diretamente relacionada a uma causa específica de deficiência do sistema imunológico. Nesse caso, exigem especial atenção médica:

  • Uso prolongado antibióticos e corticoides.
  • Gravidez.
  • Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV).
  • Diabetes.

A infecção também pode se associar a outras DSTs, tornando o quadro mais grave. Mas, em geral, apesar de gerar incômodos, a candidíase vaginal apresenta um tratamento relativamente simples, podendo ainda ter sua evolução evitada com cuidados diários.

A candidíase vaginal é uma das infecções ginecológicas mais comuns entre mulheres de todo o mundo e deve ser combatida.

Você já foi vítima de alguma infecção assim? Como descobriu? Quais foram os sintomas e como se deu o tratamento?

Compartilhe sua experiência nos comentários deste post e ajude outras mulheres a enfrentar a situação!

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Posted by Dra. Cristina Carneiro