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Diu de cobre e mirena: saiba as diferenças

Atualmente as mulheres contam com diversas opções de métodos contraceptivos que permitem programar uma gravidez para o momento em que julgarem como ideal. Entre esses métodos estão o DIU de cobre e o Mirena, que agem de formas parecidas no organismo, mas possuem diferenças.

Se você não conhece essas diferenças, acompanhe nosso artigo para descobrir quais são elas.Também confira para quais casos cada um é indicado, como eles funcionam, se há contraindicações e se algum deles pode provocar reações alérgicas. Continue lendo!

O que é o DIU?

DIU é a sigla para Dispositivo Intrauterino, um método contraceptivo considerado muito eficaz entre aqueles reversíveis, como as pílulas. Trata-se de um dispositivo que possui formato de T, ferradura ou Y e é inserido no útero da mulher.

O DIU pode ser revestido de cobre (DIU de cobre) ou hormônios (Mirena, DIU hormonal ou SIU). Ambos possuem a mesma função: evitar que o óvulo seja fecundado e que o ovo se implante no útero, impedindo a gravidez.

Porém, o DIU não é de um método de barreira, que impede o encontro entre espermatozoide e óvulo. Ele atua de forma mais ampla, modificando as condições uterinas.

Como o DIU de cobre e o Mirena atuam no organismo?

Embora ambos os dispositivos tenham a mesma função, a forma como o DIU de cobre e o Mirena atuam no organismo se difere em razão da composição de cada um deles. Veja a seguir.

Atuação do DIU de cobre

O DIU de cobre é revestido por uma fina camada desse metal e libera uma pequena quantidade dele no útero. O cobre ocasiona alterações no endométrio, no muco e também na motilidade das trompas e do útero, promovendo um ambiente hostil para o espermatozoide.

Além disso, o cobre possui propriedade espermicida, por isso, assim que os espermatozoides entram em contato com esse metal, eles morrem.

Atuação do Mirena

O DIU Mirena possui em sua estrutura o hormônio progesterona, sendo livre do hormônio estrógeno. A progesterona é liberada aos poucos todos os dias, como se a mulher estivesse tomando uma pílula anticoncepcional.

No entanto, somente uma pequena quantidade de hormônio acaba absorvida pela corrente sanguínea, porque ele se restringe mais ao útero. Dessa forma, as chances de que mulheres com organismo sensível sintam algum incômodo por causa do hormônio são menores.

A atuação do DIU Mirena acontece da mesma forma como o de cobre, causando alterações no útero que impedem a gravidez. Ele inibe o crescimento do endométrio e dificulta a movimentação dos espermatozoides, porque torna o muco mais espesso.

Como o DIU é introduzido no organismo da mulher?

O procedimento de colocação do DIU de cobre ou do Mirena não é complicado e pode ser feito rapidamente; porém, não em qualquer período do mês. O correto é durante a menstruação, porque, dessa forma, tem-se a certeza de que a mulher não está grávida.

Tanto o DIU de cobre como o Mirena devem ser posicionados no útero por um médico treinado. Isso porque a introdução incorreta do DIU pode ocasionar a perfuração do útero, causando uma série de complicações. Além disso, o profissional observará o posicionamento correto do DIU, o que garante sua eficácia e também conforto e segurança para a mulher.

Durante a colocação, pode acontecer dor ou queda da pressão arterial, assim, muitas vezes, a mulher precisa ser medicada. Ter o acompanhamento do médico é essencial para que não sinta desconfortos nem aconteçam complicações. Especialmente para as mulheres que nunca ficaram grávidas, pois o canal do útero dessas mulheres pode ser mais estreito.

Quais são as diferenças entre o DIU de cobre e o Mirena?

A principal diferença entre os DIUs de cobre e Mirena, ou pelo menos aquela que mais atrai a atenção das mulheres, é no que se refere à menstruação.

O Mirena ajuda a reduzir o fluxo menstrual e também tem impacto positivo sobre as cólicas, reduzindo-as significativamente. A mulher pode apresentar ausência do fluxo depois de alguns meses de uso do Mirena.

Isso porque, como dissemos, com o tempo ele inibe a formação do endométrio, que é o revestimento do útero que se desprende todos os meses na menstruação. Assim, se não há formação de endométrio, a mulher não menstrua, porque seu corpo não precisa eliminá-lo.

No caso do DIU de cobre, ele aumenta o fluxo menstrual e também as cólicas. Por isso, esse método não é indicado para as mulheres que possuem um fluxo menstrual volumoso, que dure mais do que 4 ou 5 dias, e que sintam desconfortos e cólicas durante esse período.

O Mirena, por sua vez, pode ser a alternativa para essas mulheres. Também é indicado para aquelas que não podem fazer uso de anticoncepcionais em pílula, já que o hormônio não chega em grande quantidade à corrente sanguínea.

Outra diferença entre os dois dispositivos está no tempo de uso de cada um. O de cobre apresenta variação na duração em função do seu formato, que pode ser:

  • Formato de T — esse tipo de DIU dura por até 10 anos;
  • Formato de ferradura — esse modelo tem uma durabilidade menor, sendo de 5 anos.

No caso do Mirena, sua durabilidade é igual à do formato de ferradura, sendo de, no máximo, 5 anos. Depois desse período, tanto o Mirena quanto o DIU de cobre devem ser substituídos para continuar a prevenção da gravidez.

No que diz respeito à eficácia, o Mirena fica à frente, porque os resultados são semelhantes aos de uma laqueadura, e o conforto que ele permite para a mulher é muito maior do que o dispositivo de cobre.

A questão valor também é diferente entre os dois, já que o dispositivo de cobre é mais acessível do que o Mirena. Porém o Mirena, embora tenha um valor maior de mercado, oferece o melhor custo-benefício em razão das vantagens que apresenta.

O que se deve fazer para usar o DIU?

Para a mulher interessada em fazer uso do DIU, o primeiro passo é consultar um ginecologista. Assim como todos os outros métodos contraceptivos, ele possui suas restrições, como no caso de má formação do útero ou neoplasias uterinas.

É preciso realizar os exames solicitados pelo ginecologista para avaliar se a mulher pode ou não fazer uso do DIU. Também é importante esclarecer todas as dúvidas e cuidados que se deve ter com o uso do dispositivo.

Mesmo o dispositivo de cobre não provoca reações alérgicas na mulher e pode ser utilizado com segurança. Pode acontecer de o organismo reconhecer o dispositivo como sendo um corpo estranho — e de fato é — e tentar eliminá-lo.

Por isso, é preciso voltar ao consultório do ginecologista para verificar a posição do DIU depois de um mês. Mas sempre siga a orientação do profissional quanto aos procedimentos que devem ser adotados.

Se a mulher desejar engravidar, ela pode pedir a retirada do DIU. Seja para mulheres que usaram o cobre ou mesmo aquelas que fizerem uso do Mirena e apresentaram ausência da menstruação, todas podem engravidar. O corpo normaliza o ciclo menstrual geralmente depois de um ou dois meses da retirada do dispositivo.

Suas dúvidas foram esclarecidas com a leitura deste artigo? Se você quiser saber mais sobre o uso do DIU de cobre ou Mirena, ou se tiver perguntas sobre ele, leia este outro artigo e aprenda mais sobre esse método contraceptivo!

As chances de uma gravidez não planejada são mínimas com o uso do DIU. Por isso compartilhe essas informações em suas redes sociais para que suas amigas também conheçam essa opção eficaz e segura.

 

 

 

Postado por Dra. Cristina Carneiro